Instituto Transformance

Cultura e Educação

Transformance

Instituto Transformance: Cultura & Educação

…as artes podem renovar os poderes perceptivos e empáticos
das inteligências de nossos sentidos,
 possibilitando a (re)sensibilização e auto compreensão necessárias
ao cultivo de nova solidariedade reflexiva e da comunidade
da qual precisamos para arriscar o novo.

Alfabetização Cultural, Dan Baron, 2004

Raízes 1980-2004

O Instituto Transformance foi fundado em Maio de 2005 por Dan Baron, educador popular e artista do País de Gales, e Manoela Souza, arteducadora popular de Santa Catarina, Brasil. Sua metodologia emergiu de vinte anos de projetos comunitários de educação cultural nas periferias da Europa, Oriente Médio e África entre 1980-1998.

O Instituto iniciou suas colaborações como uma organização informal em 1998, quando Dan Baron mudou-se para Brasil para colaborar com a Universidade Estadual de Desenvolvimento de Santa Catarina (UDESC). Na época, conhecido como Mãos de Obra,o Instituto desenvolveu e incentivou projetos culturais com comunidades excluídas e vulneráveis e com movimentos socais. Estas colaborações com comunidades rurais, urbanos e indígenas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Pará aplicaram as artes como ferramentas de formação cultural, desenvolvimento comunitário e capacitação pedagógica, deixando monumentos nacionais como marcas de cicatrização e visões coletivas.

Dentro de seus principais projetos nesta fase pré-fundação de colaboração entre Dan Baron e Manoela Souza, destaca-se a colaboração entre estudantes de Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Estadual de Santa Catarina, jovens excluídos do bairro Ratones (em Florianópolis), e jovens e educadores da Escola Agroecológica do Movimento Sem Terra (Fraiburgo), que culminou na peça teatral Desenterrando o Futuro (Santa Catarina, 1998). Desta colaboração surgiram os monumentos As Castanheiras de Eldorado dos Carajás, (com a comunidade traumatizada, de mesmo nome, Pará, 1999), 500 Anos de Resistência dos Povos Indígenas do Brasil (com o Povo Pataxó, no Monte Pascoal, Bahia, 2001), e Terra é Vida (com jovens, educadores e a comunidade da Escola Agroecológica em Santa Catarina, 2003).

 

Fase Ação Glocal (global e local) 2004-2010

A fundação do Instituto Transformance como uma organização com personalidade jurídica e entidade jurídica coincidiu com a publicação do livro Alfabetização Cultural: a luta íntima por uma nova humanidade (Dan Baron, maio de 2004), a eleição de Dan como Presidente da Associação Internacional de Drama e Teatro Educação (IDEA, julho de 2004), e o reconhecimento pela UNESCO da pedagogia de ‘alfabetização cultural’ e do projeto Terra é Vida como uma referência mundial. Em 2006, em preparação pela primeira Conferência Mundial de Arte Educação da UNESCO, Dan Baron co-fundou a Aliança Mundial pelas Artes Educação (WAAE) com os Presidentes da Sociedade Internacional de Educação Musical (ISME) e da Sociedade Internacional de Educação pela Arte (InSEA), sendo o primeiro coordenador da Aliança até 2010.

Nessa capacidade, Dan Baron gestionou três World Creativity Summits dela em Hong Kong, 2007, Taiwan, 2008, e Newcastle, Inglaterra, 2009; Regional Creativity Summits em Bogotá Colômbia e em Johanesburgo na África do Sul; e com a Rede Brasileira de Arteducadores, ele e Manoela Souza congestionaram o Congresso Mundial da IDEA (IDEA 2010). Nestes seis anos, Dan e Manoela oferecerem cursos universitários e comunitários de formação e de ação cultural pela transformação no Brasil inteiro e em mais de 70 países na Europa, Ásia, África e América Latina.

No mesmo período, no Brasil, o Instituto Transformance impulsionou e cofundou a Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA, 2004), na qual Manoela Souza assumiu a segunda Presidência e o Dan Baron a assessoria politico-pedagógica. No mesmo ano, o Instituto co-impulsionou a criação do GT de Cultura (2004), que culminou depois de 05 anos de construção coletiva com a criação da Assembleia de Cultura e Educação Transformadora (2009) no Fórum Social Mundial.

Nesta fase, destaca-se no Brasil, o Curso de Formação Continuada de Educação de Jovens e Adultos do Meio Rural (em parceria com a UFPA – Campus Marabá, Sudeste do Pará, 2004-2006), Curso de Formação de Jovens e Produção Artística de Transformance(em parceria com a UFPA – Campus Marabá, Sudeste do Pará, 2006-2007); Curso de Formação de Educadores do Campo Arteducação e Direitos Humanos (em parceria com a Rede Brasileira de Arteducadores, o Setor de Cultura do Movimento Sem Terra, e a Associação Internacional de Drama, Teatro Educação – IDEA, Eldorado dos Carajás, Pará, 2006 e 2007); a segunda edição de As Castanheiras de Eldorado dos Carajás com jovens sobreviventes do massacre de 1996 num Curso de Formação e Produção Artística Comunitária (Eldorado dos Carajás, Pará, 2006), e a colaboração com a Polícia Militar da Bahia e do Pará no cultivo de uma Segurança Cidadã.

Fase Cultura Viva Comunitária, Brasileira e Amazônica 2008-2013

Entre 2006-2011, o Instituto Transformance colaborou com a Universidade Federal do Pará (Campus Marabá), na formação da turma pioneira de Pedagogia do Campo, que culminou no monumento literário e musical, a publicação pelo coletivo, Vozes do Campo do livro-CD bilíngue, Colheita em Tempos de Secacultivando pedagogias de vida por comunidades sustentáveis. Desde 2010, o Instituto participa no Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e na construção da campanha continental Cultura Viva Comunitária. Desde 2012, Dan Baron atua como colaborador pedagógico da CONTAG (Confederação de Trabalhadores e Trabalhadoras Agricultores).  

No mesmo período, em 2008, Dan Baron foi contemplado como artista e arteducador popular pelo prêmio nacional ‘Interações Estéticas com Pontos de Cultura’ (Funarte-Ministério de Cultura), para desenvolver um monumento comunitário-nacional através de uma colaboração entre o Instituto Transformance e o Galpão das Artes com a comunidade afrodescendente matriz da cidade amazônica de Marabá. O projeto Rios de Encontro transbordou seus objetivos de resgatar e cuidar da cultura afrodescendente como plataforma de formação de jovens em risco como artistas, gestores e produtores da transformação de sua comunidade, inspirando um segundo prêmio nacional da Funarte-MinC em 2010. O prêmio nacional ‘Educação Integral: experiências que transformam’ do Itau-UNICEF, 2011, reconheceu a inovação pedagógica do Projeto e possibilitou a criação do CD Amazônia Nossa Terra, um monumento musical.

Mais dois prêmios nacionais, Jovem Agente de Cultura em 2012, e Mestre de Cultura Popular em 2013, ambos do Ministério de Cultura, reconheceram as dimensões de inovação juvenil e passagem intercultural na cultura afro-contemporânea na área de música, transformando o projeto em uma referência nacional e mundial.

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